Como calar o crítico interno que existe dentro de você: destrua o sabotador e fique mais próximo do sucesso

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Todos invariavelmente já ouvimos uma voz interna que surge em determinadas situações, e que faz uma autocrítica severa sobre nós mesmos.

A psicologia chama essa voz de: crítico interno. Embora alguns pensem que esta é uma forma que nos ajuda a eventualmente evitar problemas, está completamente enganado, pois ela funciona muitas vezes como um elemento de auto-sabotagem que nos impede de avançar na vida. Essa “vozinha” é o nosso Crítico ou Sabotador Interno em ação.

Uma visão extremamente crítica de si mesmo é prejudicial para a autoestima e a saúde mental. Por outro lado, um certo nível de autocrítica é desejável, até para ajudar a aumentar a nossa produtividade e elevar o nosso nível de atuação de uma forma geral.

Temos que encontrar um ponto de equilíbrio da autocrítica!

Aprender a identificar níveis anormais de autocrítica e na sequência descobrir formas de mudar nossa atitude em relação a nós mesmos, é um passo decisivo. Desta forma seremos capazes de calar o crítico interno no momento oportuno.

Imagine que na sua infância você foi acusado em algumas situações de ser molenga, descuidado e preguiçoso, pois não ajudava nos afazeres da casa, por exemplo. Quando observar um  profissional (ou pessoa qualquer) da qual você realmente admira e que tem sucesso, seu crítico interno/sabotador pode lhe convencer de que você nunca alcançará o mesmo sucesso deste profissional porque você não se esforça o suficiente (assim como na sua infância onde você era molenga, descuidado…). Talvez você até comece a acreditar no crítico, e isso definitivamente não é bom.

Precisamos aprender a lidar com a autocrítica, e para isso é necessário identificar as “críticas infundadas”. Todo mundo se repreende de vez em quando, mas pessoas com atitudes saudáveis sabem quando parar de dar ouvidos ao crítico interno. Caso você se autocritique constantemente, é preciso parar e aprender a calar essa voz interior.

Caso você opte por ouvir essa voz interior e se autocriticar demasiadamente, o resultado pode ser:

  • Ansiedade
  • Medo & Pânico
  • Dúvida
  • Baixa autoestima
  • Resistência
  • Baixa produtividade

Penso que você não deseja estas sensações desagradáveis.

Se você perceber que o seu “crítico interno” está correto, avalie a possibilidade de procurar ajuda médica. Procurar um terapeuta deve ser considerado uma possibilidade válida. Sentimentos persistentes de desespero ou desânimo não são um bom sinal. Solicite para o seu médico a recomendação de um bom terapeuta.

Em casos mais graves onde o diagnóstico seja algum transtorno mental, como excesso de ansiedade ou depressão, você poderá conversar com o médico sobre o medicamento mais adequado para o seu caso.

Lembre-se que esta pode ser uma situação provisória, mas depende da sua atitude em reconhecer que precisa de apoio.

Transformar os sentimentos ruins citados acima em algo bom e que impulsione você na direção dos seus objetivos deve ser exercitado com frequência. 

Seu Crítico Interno é uma parte importante e valiosa da sua personalidade e você deve aprender a usá-lo e conduzi-lo a seu favor. Logo, se você observa que tem um problema mais grave, procurar ajuda é uma atitude inteligente e os médicos e terapeutas existem para nos apoiar. Porém, se o seu crítico interno não tem razão, e na verdade você está sendo sabotado por ele, não permita que ele te atrapalhe. Como?

Autoconhecimento!

O segredo para o desenvolvimento é “se conhecer”. Autoconhecimento é o nome do jogo. Sim, é preciso uma dose de humildade e nem todos são capazes de admitir fraquezas e/ou pontos de melhoria.

Estar consciente das suas próprias emoções é um passo importantíssimo. Aprenda a identificar como você se sente ao longo do dia. Muitas vezes nos recriminamos inconscientemente e, nesse caso, a avaliação dos sentimentos e pensamentos do dia vai apoiá-lo na aquisição de mais consciência em relação a esse comportamento.

Procure identificar os momentos em que se sente irritado, impaciente ou frustrado consigo mesmo. Esse pode ser um sinal de que você vem se autocensurando ou está prestes a começar.

Com o passar do tempo, você irá identificar padrões negativos de pensamentos de forma automática, bem como visualizará as situações que funcionam como um gatilho para o seu crítico interno entrar em cena.

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Quando perceber que iniciou o processo de se auto-recriminar, pare e analise os pensamentos que tem em mente. Procure identificar “seus padrões”. Por exemplo, se estiver pensando: “Sou péssimo em resolver problemas e deveria desistir”, analise os fatos com calma. Pode ser uma autocrítica infundada.

Faça a seguinte reflexão: há quanto tempo você vem tentando resolver o problema? Quantas horas dedicou-se a analisar verdadeiramente o problema? Pediu apoio e trocou ideias com outras pessoas para avaliar outras possibilidades e perspectivas?

Muitas vezes você ainda não se permitiu envolver-se com o problema afim de efetivamente encontrar uma solução. Por outro lado, talvez você tenha se envolvido mas realmente não conseguiu encontrar uma solução.

Eventualmente, outras pessoas serão melhores em determinadas atividades, e isso não significa que você é um incompetente. Significa apenas que talvez outras pessoas tenham mais experiências e/ou facilidade em determinado assunto.  Não se recrimine exageradamente!

Uma autocrítica ocasional é natural, mas ela não pode ser destrutiva. Ao invés de se auto-criticar de maneira que impacte em sua a autoestima e performance, reformule a perspectiva de uma forma mais construtiva.

Ao invés de cogitar: “Sou um fracasso e não faço absolutamente nada correto“, foque em algo mais construtivo, como: “Existe algumas coisas que eu poderia fazer de forma diferente. Ainda não cheguei onde gostaria, mas estou trabalhando e minha evolução vem sendo significativa. Vou chegar onde desejo, preciso apenas continuar trabalhando com foco e disciplina”.

Percebeu a diferença entre as duas afirmações acima? De qual forma você se comporta?

Tal reavaliação não o exime da responsabilidade de se dedicar e trabalhar firme para ser um profissional ou pessoa melhor, mas ameniza a crítica e a torna mais produtiva, frutífera e construtiva.

Uma maneira muito simples de combater o crítico interno é encontrar formas de monitorar o seu progresso na vida. Definir metas intermediárias sendo: diárias, semanais e mensais, podem ajudar você a atingir objetivos ainda maiores e mais abrangentes. Neste sentido, o crítico interno não será capaz de acusá-lo e será possível observar o imenso progresso que você alcançou. Você não dará chance do crítico interno entrar em ação! Pense nisso.

Muitos se cobram em excesso, e embora algumas áreas da sua vida precisem ser melhoradas, tenho absoluta certeza que existem inúmeras áreas nas quais você se sobressai. É necessário olhar também para estas qualidades, não estou sugerindo que você tenha uma atitude soberba/arrogante, mas sim celebrar as boas qualidades que possuímos.

Ao invés de focarmos apenas nos pontos negativos, identifique tudo o que você realmente faz bem. É uma forma de evitar a autocrítica e também que o crítico interno comece a colocar em dúvida nossa capacidade. Porém, é preciso ser realista. Não exagere nos “elogios”. Lembre-se do que falamos sobre humildade!

Para silenciar os excessos do nosso crítico interno, devemos:

  • Ser construtivo e gentil em todas as situação do dia a dia;
  • Fazer uma pausa as vezes – coisa rápida, respire fundo e volte com tudo;
  • Não querer a perfeição a todo momento e a qualquer custo;
  • Cuidar da saúde do corpo através de uma alimentação adequada;
  • Gratidão! Agradeça até pelos inúmeros problemas que temos, precisamos deles para crescermos.

Conclusão

Uma visão crítica de si mesmo pode ser prejudicial para a autoestima. Porém, um certo nível de autocrítica é desejável, até para ajudar a aumentar a nossa produtividade e elevar o nosso nível.

Encontrar um ponto de equilíbrio da autocritica é imprescindível. Identificar níveis exagerados de autocrítica e descobrir maneiras de mudar nossa atitude em relação a nós mesmos é fundamental, pois desta forma seremos capazes de calar o crítico interno no momento adequado.

Para interromper pensamentos ruins e consequentemente o critico interno, é necessário muito mais que força de vontade.  Seguir os passos abaixo pode reduzir os pensamentos ruins que eventualmente insistem em permanecer em nossa mente.

  1. Preste atenção e ouça o pensamento negativo ou crítico que eventualmente lhe incomoda;
  2. Adote um padrão de interrupção. Exemplo: respirar fundo 5 vezes e fazer uma breve caminhada ou deslocamento apenas para interromper o padrão de pensamento;
  3. Ao mesmo tempo que respira ou desloca-se, procure substituir o pensamento ruim por um novo pensamento que seja construtivo;
  4. Acompanhe e mantenha esta prática. Pode parecer ousado, mas estes simples passos funcionam muito bem.

O principal ponto nestes 4 passos é o seu uso constante!

Mudar uma forma de comportamento/pensamento é sempre um grande desafio para quem busca novas perspectivas e experiências que possam proporcionar melhor desempenho, sucesso e o desenvolvimento pessoal.

Um abraço!

Vida que segue!

Jeferson Peres.

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