E se o seu maior medo não for ficar sem dinheiro?
Uma reflexão sobre ansiedade, carreira e a estranha liberdade de aceitar o pior cenário.
1. Abertura
Há algumas semanas, li uma reflexão que me deixou desconfortável. (A frase era do Ali Abdaal é médico, empreendedor, escritor e o especialista em produtividade com mais seguidores no mundo!).
A ideia era simples e, ao mesmo tempo, perturbadora:
Talvez não tenhamos medo de perder dinheiro.
Talvez tenhamos medo das emoções que imaginamos sentir caso isso aconteça.
Confesso que isso me atingiu em cheio.
Tenho mais de 32 anos de carreira. Passei por mudanças, fracassos, injustiças e momentos de incerteza. Já perdi dinheiro e já ganhei muito mais do que perdi.
Ainda assim, às vezes surge aquele pensamento silencioso:
"E se eu perder tudo?" (MEDO!!)
Curioso, porque racionalmente sei que provavelmente ficarei bem.
Mas emoção nem sempre respeita a lógica.
E talvez muitos profissionais maduros convivam com esse mesmo medo sem jamais admitir.
Quer se juntar a nós?
Junte-se aos vários leitores da Newsletter:
"Eu Melhor que Ontem"!
Uma newsletter para profissionais que estão cansados de viver no automático — e querem construir uma vida melhor sem fugir da realidade do trabalho.
Toda segunda às 8h no seu e-mail. É gratuito
Não evio SPAM .
Escrevo sobre:
• carreira
• disciplina
• vida intencional
Parte 1 — O medo de ficar sem dinheiro quase nunca é sobre dinheiro
Sempre tive uma preocupação especial com trabalho.
Não porque eu adore trabalhar por trabalhar.
Mas porque é do trabalho que vem o sustento.
E, durante muito tempo, associei segurança financeira à sensação de estar protegido.
Só que existe uma armadilha nisso.
Porque segurança absoluta não existe.
Empresas mudam.
Mercados se transformam.
Profissões desaparecem.
O curioso é que já observei inúmeros executivos vivendo como se estivessem à beira do colapso.
Acumulam patrimônio.
Possuem reservas.
Têm carreiras sólidas.
Mas vivem emocionalmente inseguros.
E aprendi uma coisa observando essas pessoas:
Na maior parte das vezes, o pior cenário nunca acontece.
E, quando acontece, geralmente elas lidam melhor do que imaginavam.
Talvez porque a verdadeira segurança não esteja na conta bancária.
Mas na pessoa que você se tornou.
Parte 2 — O sofrimento que mais nos assusta costuma ser imaginário
Fiz um exercício mental.
E se eu realmente perdesse tudo?
Sem cargo.
Sem patrimônio.
Sem posição.
Qual seria meu maior medo?
A resposta me surpreendeu.
Não era passar necessidade.
Era decepcionar minha família.
E, talvez ainda mais difícil:
Decepcionar a mim mesmo.
Mas então outra pergunta apareceu:
Será mesmo?
Porque já enfrentei fracassos.
Já vivi injustiças.
Já perdi dinheiro.
Já precisei recomeçar.
E sobrevivi.
Então por que continuo sentindo medo?
Talvez porque nossa mente seja especialista em superestimar dores futuras.
Criamos cenários gigantescos.
Mas esquecemos de contabilizar a própria capacidade de enfrentá-los.
E isso muda tudo.
Parte 3 — Você provavelmente é mais forte do que imagina
Existe uma curiosidade sobre o medo.
Ele costuma apagar nossas evidências.
Ignora todas as vezes em que fomos resilientes.
Todas as crises superadas.
Todas as noites difíceis que passaram.
Ele sussurra:
"Dessa vez será diferente."
Mas raramente é.
Quando olho para trás, não vejo alguém que nunca caiu.
Vejo alguém que sempre se levantou.
E talvez maturidade seja isso:
Parar de confiar apenas na estabilidade das circunstâncias.
E começar a confiar na própria capacidade de reconstrução.
Porque patrimônio pode diminuir.
Mas experiência permanece.
Caráter permanece.
Disciplina permanece.
Fé permanece.
E, principalmente:
A capacidade de trabalhar permanece.
Parte 4 — O contrário do medo não é segurança
Essa talvez tenha sido a maior descoberta para mim.
Passei anos acreditando que ficaria em paz quando me sentisse completamente seguro.
Mas isso nunca acontece.
Sempre existe:
Mais uma meta.
Mais uma preocupação.
Mais uma incerteza.
Então percebi algo:
O contrário do medo não é segurança.
É confiança.
Confiança de que, se algo der errado, você encontrará um caminho.
Não porque seja invencível.
Mas porque aprendeu a continuar.
Há uma serenidade enorme nisso.
A vida deixa de ser uma guerra contra cenários imaginários.
E passa a ser uma caminhada mais leve.
Sem ingenuidade.
Mas também sem pânico.
Parte 5 — Nada vence o trabalho
Se amanhã eu tivesse que começar do zero...
Sem cargo.
Sem patrimônio.
Sem posição.
Mas mantendo:
Meu caráter.
Minha disciplina.
Minha experiência.
Minha fé.
Minha disposição para trabalhar.
Eu acredito sinceramente que reconstruiria tudo.
Não porque sou especial.
Mas porque aprendi algo simples:
Nada vence o trabalho.
E existe uma frase que repito nos momentos difíceis:
"Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso."
Talvez porque, no fundo, a verdadeira segurança não esteja em controlar o futuro.
Mas em cultivar serenidade para enfrentá-lo.
E seguir trabalhando.
Um dia de cada vez.
Ora et Labora.
11. CTA - Eu melhor que ontem / Fechamento
Ainda sinto medo às vezes.
Ainda me preocupo com trabalho.
Ainda imagino cenários ruins.
Mas hoje tento lembrar de algo simples:
Já enfrentei dificuldades que um dia pareceram insuportáveis.
E sobrevivi.
Talvez coragem não seja acreditar que nada dará errado.
Talvez coragem seja confiar que, se der errado, você continuará sendo você.
E enquanto houver fé.
Enquanto houver caráter.
Enquanto houver disposição para trabalhar.
Sempre haverá um novo começo.
E isso, curiosamente, me deixa muito mais tranquilo do que qualquer saldo bancário.
Nos vemos na próxima.
Sem pressa.
Sem peso.
Com intenção.
Tenho publicado reflexões práticas por lá — sem fórmula mágica, mas com propósito diário.
https://www.linkedin.com/in/jefersoncabralperes/
Abraço,
Jeferson Peres.
Jeferson Peres
Pare de Sobreviver:
Viva Sua Melhor Vida! Você merece
Descubra como progredir na carreira e na vida, atingir suas metas mais importantes e sentir-se bem na jornada – sem sacrificar seu bem-estar.
Faça MAIS daquilo que é importante pra você!
Deseja deixa o "caminho comum" para construir uma "vida que adora"?
Apoiada por um "trabalho que aprecia" ou que vai descobrir como adorar?
Então a comunidade é pra você... Clique no Botão acima e inscreva-se.
