A Paixão Que Sustenta a Jornada
O que Aristóteles e os astronautas sabiam que o LinkedIn esqueceu
1. Abertura
Paixão não aparece do nada.
Ela não cai do céu.
E quase nunca surge antes da ação.
Quero começar essa edição com uma confissão simples: em muitos momentos da minha vida, eu esperei sentir paixão para começar. Esperei vontade, energia, aquele “clique interno” que dizem ser o sinal certo.
E sabe o que aconteceu? Nada.
Foi só quando comecei a agir mesmo sem vontade que algo mudou. Não de forma épica. Sem fogos de artifício. Mas de um jeito silencioso e consistente.
Isso ficou ainda mais claro na construção dessa newsletter. Teve semana em que eu não estava inspirado. Teve dia em que parecia mais fácil adiar. Mas eu apareci. Escrevi. Publiquei. E, aos poucos, a paixão nasceu.
Hoje quero te provocar com uma ideia simples, mas poderosa:
e se paixão não fosse o ponto de partida, mas o resultado da consistência?
E se o problema não fosse falta de amor pelo que você faz, mas a expectativa errada sobre como esse amor nasce?
Se essa pergunta já te incomodou em algum momento, fica comigo.
Essa leitura pode ajustar mais do que você imagina.
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2. Ideia Central 1/5: O mito da paixão espontânea
Existe uma ideia perigosamente sedutora circulando por aí:
“Faça o que você ama e nunca mais precisará trabalhar.”
Bonita. Inspiradora.
E, para a maioria das pessoas reais, profundamente paralisante.
O problema não é desejar propósito.
O problema é acreditar que a paixão precisa vir antes da ação.
Na prática, isso cria um efeito colateral cruel:
o profissional espera sentir algo especial para começar.
E como o sentimento não vem, ele adia.
Adia o projeto.
Adia o cuidado com a saúde.
Adia a mudança de rota.
O resultado? Frustração silenciosa, comparação constante e a sensação de estar “vivendo no modo sobrevivência”.
Aristóteles já alertava para isso há mais de dois mil anos.
Virtude não é emoção.
Virtude é hábito.
É algo que se constrói pela repetição do correto, não pela espera do ideal.
Os astronautas também não “acordam inspirados” todos os dias.
Eles treinam.
Seguem protocolos.
Executam o básico com precisão quase monótona.
E curiosamente… é daí que nasce a paixão verdadeira.
Talvez o problema não seja a falta de paixão.
Talvez seja a ordem errada.
E se a paixão não fosse o ponto de partida…
mas o efeito colateral da constância?
Guarda essa pergunta.
Ela vai te levar longe.
3. Dica de Conteúdo
Esse é um daqueles vídeos que envelhecem bem. Tony Robbins vai além da motivação superficial e entra em um ponto essencial: não é o que sentimos que determina nossas ações, é o que associamos a elas.
Ele mostra como nossos padrões de comportamento são guiados por recompensas internas e como a mudança real acontece quando ajustamos nossos padrões — não quando esperamos vontade, inspiração ou o “momento certo”.
O que isso tem a ver com paixão? Tudo.
Se a paixão nasce da consistência, como vimos até aqui, entender por que fazemos o que fazemos é o primeiro passo para parar de depender de motivação e começar a construir hábitos que sustentam resultados.
São cerca de 20 minutos que valem cada segundo.
Assista com calma. E observe quais decisões você vem repetindo no automático.
Na próxima parte, vamos transformar esse entendimento em ação prática.
TED Talk: Why we do what we do — Tony Robbins
https://www.ted.com/talks/tony_robbins_why_we_do_what_we_do
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4. Ideia Central 2/5: Ação primeiro. Sentimento depois.
Vou trazer um exemplo simples, nada heroico.
Quando comecei a correr, eu não amava correr.
Eu não acordava motivado.
Eu não sentia aquela “energia mágica” que os posts prometem.
Eu simplesmente calçava o tênis e ia.
Mesmo sem vontade.
Mesmo cansado.
Mesmo achando chato em alguns dias.
E algo curioso começou a acontecer.
Depois de algumas semanas, o corpo respondeu.
Depois de alguns meses, a mente se organizou.
E só então… veio o sentimento.
A neurociência explica isso bem.
A ação precede a motivação, não o contrário.
Quando você age de forma consistente, o cérebro libera dopamina depois da execução, não antes.
Isso reforça o comportamento.
Cria identidade.
Cria pertencimento.
James Clear chama isso de identity-based habits.
Você não corre porque ama correr.
Você ama correr porque se tornou alguém que corre.
Paixão, nesse contexto, não é entusiasmo.
É familiaridade.
É competência.
É perceber progresso.
Os astronautas treinam milhares de horas para missões que duram dias.
Eles não dependem de vontade.
Eles confiam no processo.
E talvez seja isso que esteja faltando para muita gente:
menos espera por motivação
e mais compromisso com a próxima ação simples.
Mas isso nos leva a algo mais profundo...
5. Protocoloda Consistência - Ação Antes da Vontade
Este protocolo é simples de propósito.
Porque paixão não nasce de grandes decisões.
Ela nasce de pequenas ações repetidas.
Objetivo do protocolo
Quebrar a dependência de motivação e ensinar o corpo e a mente a agirem antes do sentimento.
Passo 1 – Escolha UMA ação pequena (bem pequena)
Algo que:
- esteja ligado a algo importante para você
- leve menos de 15 minutos
- você consiga executar mesmo em dias ruins
Exemplos:
- caminhar 15 minutos
- escrever 1 parágrafo
- ler 2 páginas
- organizar uma única tarefa do dia
Nada de planos heroicos. Astronautas começam pelo checklist.
Passo 2 – Execute no mesmo horário, por 7 dias
Escolha um horário fixo.
Não negocie com ele.
Não discuta com a mente.
Faça com vontade ou sem vontade.
Lembre-se:
você não está treinando motivação.
está treinando identidade.
Passo 3 – Regra de ouro: nunca avalie antes de agir
Durante esses 7 dias:
- não pergunte “estou com vontade?”
- não avalie se foi bom ou ruim
- apenas cumpra o protocolo
A avaliação vem depois. A paixão também.
Passo 4 – Fechamento consciente
Ao final do 7º dia, responda por escrito:
- O que mudou em mim?
- O que ficou mais fácil?
- O que senti depois de agir?
Esse é o momento em que muitos percebem:
a paixão começou a aparecer no caminho, não no início.
Na próxima parte, vamos conectar esse protocolo com uma ideia ainda mais profunda: a diferença entre fazer por obrigação e fazer com grandeza de alma.
6. Ideia Central 3/5 - Magnanimidade: a grandeza que não aparece no feed
Aristóteles chamava de magnanimidade a grandeza de alma.
Não no sentido de ego inflado, mas de vida orientada por algo maior.
Hoje, essa virtude foi mal interpretada.
Confundiram grandeza com visibilidade.
Propósito com aplauso.
Paixão com excitação constante.
Mas grandeza de alma, na prática, é outra coisa.
É servir bem.
É trabalhar com dignidade, mesmo quando ninguém está olhando.
É santificar o cotidiano através do esforço honesto.
Paixão, nesse nível, não é “amar cada tarefa”.
É amar o sentido por trás da tarefa.
É entender que o trabalho pode ser um altar silencioso.
Que o hábito bem feito é uma forma de amor.
Que o legado não nasce de picos emocionais, mas de fidelidade diária.
Quando você constrói algo como uma newsletter semanal, por exemplo,
não é a empolgação que sustenta.
É o compromisso.
É o hábito.
É a decisão repetida de aparecer.
O astronauta sabe disso.
Ele honra o protocolo porque entende a missão.
E talvez a pergunta certa não seja
“o que me apaixona?”
mas sim
“qual missão merece a minha constância?”
Porque quando a missão é clara,
a paixão encontra espaço para nascer.
7. Frase da Semana + Reflexão + Provérbio
“Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.”
— Aristóteles
Essa frase costuma ser usada de forma bonita… e rasa.
Mas, quando levada a sério, ela é profundamente desconfortável.
Ela nos lembra que não somos definidos pelos nossos picos de motivação, nem pelos dias inspirados. Somos definidos pelo que repetimos quando ninguém está olhando. Pela escolha silenciosa de aparecer. De agir. De sustentar o básico.
A paixão que tanto buscamos não nasce do sentimento, mas da fidelidade às pequenas ações. É aí que a grandeza de alma começa a se formar. Não no aplauso. Não no entusiasmo passageiro. Mas no compromisso diário com aquilo que importa.
Provérbio Bíblico: “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito.”Lucas 16:10
A vida não testa nossa paixão nos grandes palcos.
Ela testa na repetição do simples.
E é nesse terreno que a paixão verdadeira cria raízes.
8. Ideia Central 4/5 - O erro mais comum dos profissionais exaustos
Aqui está o erro que vejo com frequência, especialmente no LinkedIn e nas redes sociais:
As pessoas acreditam que precisam amar o que fazem
para então se comprometerem.
Mas a realidade é quase sempre o inverso.
Você aprende a amar aquilo em que se envolve com intenção.
Aquilo em que você melhora.
Aquilo em que você percebe impacto.
Paixão não é pré-requisito.
É consequência.
Quando alguém diz
“não sou apaixonado pelo meu trabalho”,
muitas vezes o que falta não é paixão,
é presença.
Falta ajustar hábitos.
Falta reduzir dispersão.
Falta parar de esperar o cenário perfeito.
O problema não é trabalhar demais.
É trabalhar sem significado.
E significado nasce quando você assume responsabilidade pelo que está nas suas mãos hoje.
Mesmo que não seja o trabalho dos sonhos.
Mesmo que não seja definitivo.
Os astronautas não treinam apenas para a missão final.
Eles honram cada simulação.
E ao fazer isso, transformam obrigação em vocação.
Talvez você não precise mudar tudo agora.
Talvez precise apenas mudar a forma como se relaciona com o que já faz.
Estamos chegando ao ponto central...
9. Suplemento da Super Imunidade - Modelo
Ômega-3 – clareza mental para sustentar a consistência
Tenho usado Ômega-3 de forma regular, principalmente nos períodos em que a rotina fica mais intensa e a mente começa a dar sinais de fadiga.
Não é sobre energia artificial.
É sobre clareza mental e estabilidade emocional.
O Ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, está associado a benefícios como:
- melhora da função cognitiva
- suporte à saúde cerebral
- auxílio no controle da inflamação
- possível impacto positivo no humor e na capacidade de foco
E o que isso tem a ver com paixão?
Tudo.
Quando a mente está sobrecarregada, a consistência vira sofrimento.
Quando há mais clareza e equilíbrio, agir mesmo sem vontade fica mais simples.
Tenho usado o Ômega-3 como um apoio silencioso para sustentar hábitos, decisões e presença mental ao longo do dia. Não faz milagre. Mas ajuda a manter o terreno fértil para fazer o básico bem feito.
Como sempre, não é sobre o suplemento em si.
É sobre criar um ambiente físico e mental que facilite a constância.
E constância, como vimos hoje, é o que constrói paixão.
10. Ideia Central 5/5 - Paixão é consistência aplicada
Vamos fechar com clareza.
Paixão não é motivação.
Paixão não é empolgação.
Paixão não é sentir algo extraordinário todos os dias.
Paixão é consistência.
É agir mesmo sem vontade.
É ajustar hábitos.
É repetir o básico com dignidade.
Quando você faz isso, algo muda por dentro.
O caos diminui.
A identidade se fortalece.
O sentido aparece.
A paixão deixa de ser um objetivo distante
e passa a ser um subproduto do caminho.
Aristóteles chamaria isso de virtude em ação.
A NASA chamaria de atributo essencial de um astronauta.
Eu chamo de vida bem vivida.
Se você quer mais paixão,
não espere sentir algo.
Comece a agir.
Ajuste seus hábitos.
Sirva bem onde você está.
A chama não vem antes do movimento.
Ela surge durante a caminhada.
A missão continua
11. CTA - Eu melhor que ontem / Fechamento
Se tem uma ideia que eu gostaria que ficasse com você hoje, é essa:
paixão não é algo que você encontra. É algo que você constrói.
Constrói quando age mesmo sem vontade.
Constrói quando ajusta hábitos simples.
Constrói quando escolhe ser fiel ao básico, dia após dia.
Agora quero te ouvir.
Qual é a pequena ação que você vai começar a fazer essa semana, mesmo sem motivação?
Responde pra mim. Escrever ajuda a se comprometer.
Se esse conteúdo te ajudou a enxergar a paixão por outro ângulo, faz um favor simples:
envia essa newsletter para alguém que anda esperando vontade demais para agir.
Nos vemos na próxima missão.
Sem pressa.
Sem peso.
Com intenção.
Tenho publicado reflexões práticas por lá — sem fórmula mágica, mas com propósito diário.
https://www.linkedin.com/in/jefersoncabralperes/
Abraço,
Jeferson Peres.
Jeferson Peres
Pare de Sobreviver:
Viva Sua Melhor Vida! Você merece
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