Não Era Pra Ser Fácil
E talvez seja exatamente por isso que vale tanto a pena
1. Abertura
Essa semana me peguei evitando uma tarefa simples.
Nada gigante. Nada impossível.
Só… chata.
Daquelas que a gente sabe que precisa fazer, mas empurra pra amanhã porque “não tá no clima”. Kkkk
Curioso é que, quando finalmente fiz, a sensação foi ótima.
Não pelo resultado em si.
Mas por ter feito apesar da resistência.
E aí veio a pergunta que quero te fazer hoje:
Quantas coisas importantes você tem evitado não porque são impossíveis… mas porque parecem difíceis demais no curto prazo?
Talvez o problema não seja falta de capacidade.
Talvez seja só uma expectativa errada:
a de que deveria ser fácil.
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2. Ideia Central 1/5: Não era pra ser fácil (e esse é o ponto)
Existe uma crença silenciosa que sabota muita gente boa:
se algo é importante, deveria fluir.
Se trava, talvez não seja pra mim.
Só que a vida real não funciona assim.
A maioria das coisas que realmente mudam quem a gente é vem com atrito embutido.
Desconforto.
Esforço.
Uma certa vontade de desistir no meio do caminho.
E não porque você está fazendo errado.
Mas porque está fazendo algo que importa.
Nos últimos anos, observei um padrão curioso em mim e em muitas pessoas que acompanho:
o problema raramente é falta de informação.
É falta de disposição para atravessar o “meio chato” do processo.
Ler sobre hábitos é fácil.
Criar hábitos é outra história.
Planejar metas é empolgante.
Executar quando o entusiasmo acaba… nem tanto.
E aqui entra um ponto importante da psicologia comportamental:
o esforço não é um defeito do processo. Ele é parte do valor.
Quando algo exige energia, atenção e envolvimento, o cérebro entende aquilo como significativo.
Não é castigo.
É sinalização.
Você não valoriza algo apesar do esforço.
Você valoriza por causa dele.
Talvez a pergunta certa não seja:
“Por que isso é tão difícil?”
Mas sim:
“Que tipo de pessoa eu me torno ao não desistir aqui?”
Na próxima parte, vamos olhar para a ciência por trás disso — e por que nosso cérebro literalmente dá mais valor ao que dá trabalho.
3. Dica de Conteúdo - Quando o esforço cria significado (e não só cansaço)
Quero te recomendar um conteúdo curto, direto e muito conectado com o que estamos conversando hoje.
The puzzle of motivation – Daniel Pink (TED Talk)
Nesse TED Talk, Daniel Pink explica algo essencial:
motivação verdadeira não nasce de recompensas externas, mas de três fatores internos:
- autonomia
- maestria
- propósito
E adivinha onde a maestria entra?
No esforço. No processo. No “fazer mesmo quando não é fácil”.
Esse vídeo me ajudou a separar duas coisas importantes:
- esforço que drena
- esforço que constrói significado
São cerca de 18 minutos que passam rápido e deixam uma pergunta incômoda (e boa):
Estou me esforçando pelas coisas certas ou apenas tentando cumprir expectativas?
Assista com calma.
Não como entretenimento.
Mas como uma lente nova para enxergar seu próprio progresso.
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4. Ideia Central 2/5 - O Efeito IKEA: quando o esforço cria valor (literalmente)
Existe um nome para essa sensação estranha de gostar mais daquilo que deu trabalho.
Ela não é drama. Nem romantização.
É ciência.
Em 2011, três pesquisadores publicaram um estudo curioso: Michael Norton, Dan Ariely e Daniel Mochon.
Eles chamaram isso de Efeito IKEA.
A ideia é simples:
pessoas atribuem mais valor a coisas que ajudaram a construir, mesmo que o resultado final não seja tecnicamente melhor.
Não é racional.
É psicológico.
O cérebro humano interpreta esforço como investimento.
E tudo aquilo em que investimos energia, tempo ou atenção passa a carregar significado emocional.
Um dos exemplos clássicos vem da cozinha.
Nos anos 1950, uma marca famosa lançou um bolo instantâneo:
“basta adicionar água”.
Fracasso total.
Era fácil demais.
Não havia envolvimento.
Nenhuma sensação de autoria.
Quando a receita foi ajustada para exigir apenas um ovo, tudo mudou.
As vendas dispararam.
O bolo não ficou mais gostoso.
Mas ficou mais seu.
Esse pequeno esforço ativou algo poderoso no cérebro:
orgulho, pertencimento e identidade.
Agora pense nisso aplicado à vida real.
- Um hábito que você constrói aos poucos
- Um projeto que você leva semanas para tirar do papel
- Uma mudança pessoal que exige repetição e paciência
O esforço não está ali por acaso.
Ele é o que transforma algo externo em parte da sua história.
É por isso que atalhos excessivos sabotam o significado.
Quando tudo vem pronto, não há vínculo.
Quando você participa, o valor cresce.
Talvez não seja que você esteja cansado de tentar.
Talvez esteja apenas cansado de investir energia em coisas que não fazem sentido pra você.
Na próxima parte, vamos falar do lado menos comentado disso tudo:
por que evitar o esforço parece confortável no curto prazo, mas cobra um preço alto depois.
5. Protocoloda Consistência - Esforço Certo, no Tamanho Certo
O erro mais comum quando falamos de esforço é achar que ele precisa ser grande.
Não precisa.
Ele precisa ser intencional.
O objetivo deste protocolo é simples:
reconectar você com o prazer de fazer o que não era fácil — sem exageros.
O Protocolo (7 dias)
Durante esta semana, escolha uma única ação que:
- é importante pra você
- você vem adiando
- parece pequena, mas gera resistência
Agora, ajuste essa ação para caber na sua vida real.
Regra de ouro:
==> faça menos do que você acha que deveria, mas faça todos os dias.
Exemplos:
5 ~ 10 minutos de escrita
10 ~ 20 minutos de caminhada
1 ~3 páginas de leitura
1 conversa difícil adiada
1 tarefa chata feita antes do café
O ponto-chave (neurociência aplicada)
O cérebro não cria identidade a partir de grandes picos.
Ele cria identidade a partir de repetição confiável.
Cada dia que você cumpre esse pequeno combinado, você envia a mensagem:
==> “Eu faço o que digo que vou fazer.”
Isso vale mais do que intensidade.
Vale mais do que motivação.
Vale mais do que planos perfeitos.
Fechamento prático
Ao final do dia, responda mentalmente (ou no papel):
- O que eu fiz hoje mesmo sem vontade?
- Como me senti depois?
Sem julgamento.
Só observação.
6. Ideia Central 3/5 - Por que evitar o esforço parece inteligente… mas sai caro
Vamos ser honestos por um instante.
Evitar o esforço funciona.
No curto prazo.
Você poupa energia.
Reduz o desconforto.
Sente alívio imediato.
O problema é que o cérebro adora esse acordo ruim.
Do ponto de vista neurológico, ele prefere:
- recompensas rápidas
- menor gasto de energia
- menos atrito agora
Isso explica muita coisa.
Por que você sabe que precisa se exercitar, mas adia.
Por que começa projetos animado e trava no meio.
Por que consome conteúdo sobre mudança… mas não muda.
Não é falta de disciplina.
É economia cerebral.
Só que existe um custo invisível aí.
Quando você evita repetidamente o esforço:
- a autoconfiança diminui
- o senso de progresso desaparece
- a identidade enfraquece
Você não se sente incapaz porque falhou.
Você se sente incapaz porque parou de tentar.
E aqui está um ponto pouco falado no desenvolvimento pessoal:
o esforço sustentado constrói identidade.
Cada vez que você faz algo mesmo sem vontade, o cérebro registra:
“sou alguém que cumpre o combinado comigo”.
Cada vez que você foge, ele registra o oposto.
Não é moral.
É aprendizado.
Aos poucos, sem perceber, você deixa de confiar em si mesmo.
E aí tudo pesa mais do que deveria.
Por isso, muitas pessoas não estão cansadas de trabalhar.
Estão cansadas de se frustrar consigo mesmas.
A boa notícia?
Você não precisa virar uma máquina de esforço.
Não é sobre sofrer mais.
É sobre escolher melhor onde vale a pena gastar energia.
Na próxima parte, vamos falar exatamente disso:
como diferenciar esforço que constrói de esforço que só esgota — e como tornar o difícil mais sustentável.
7. Frase da Semana + Reflexão + Provérbio
“Aquilo que você constrói com as próprias mãos passa a sustentar quem você é, ou seja, sua IDENTIDADE.” JP
Repare como isso muda a perspectiva.
Não é só sobre o resultado final.
É sobre o tipo de pessoa que emerge durante o processo - IDENTIDADE.
Quando você se envolve de verdade — mesmo em coisas pequenas — algo se organiza por dentro.
Você deixa de depender tanto de motivação externa.
Passa a confiar mais no seu próprio compromisso.
É por isso que o esforço certo fortalece.
Ele não pesa apenas no corpo.
Ele alinha a mente.
E talvez o maior ganho não seja o que você constrói fora,
mas o respeito silencioso que você começa a sentir por si mesmo.
Provérbio bíblico:
“Os planos do diligente conduzem à fartura, mas a pressa excessiva leva à pobreza.” (Provérbios 21:5)
Esse provérbio conversa diretamente com tudo o que discutimos aqui.
Ele não exalta o sofrimento cego.
Exalta a diligência, a constância, o esforço bem direcionado.
Não fala de pressa.
Fala de processo.
Não fala de atalhos.
Fala de construção.
E, no fundo, reforça a mesma mensagem do Efeito IKEA:
o valor nasce quando há envolvimento, tempo e intenção.
8. Ideia Central 4/5 - Nem todo esforço vale a pena (e isso muda tudo)
Aqui está uma verdade libertadora que pouca gente diz:
nem todo esforço constrói valor.
Alguns só drenam energia.
Existe uma diferença enorme entre:
- esforço que forma
- esforço que deforma
E confundir os dois é o que leva muita gente ao cansaço crônico, ao cinismo e à sensação de “estou me esforçando, mas não saio do lugar”.
O Efeito IKEA não diz “sofra mais”.
Ele diz algo bem mais inteligente:
envolva-se ativamente no que importa pra você.
O esforço que gera valor tem três características bem claras:
- Ele é intencional
- Você sabe por que está fazendo aquilo.
- Mesmo nos dias ruins, existe um “pra quê” claro.
Ele é progressivo, não heroico
Não exige força máxima todo dia.
Exige constância razoável.
É o famoso “um pouco, sempre”.
Ele constrói identidade
Você não faz só pelo resultado final.
Você faz porque aquilo reforça quem você está se tornando.
Já o esforço que só esgota costuma vir de:
- comparação com os outros
- metas que não são suas
- expectativas irreais
- pressa disfarçada de ambição
Esse tipo de esforço não gera orgulho.
Gera alívio quando acaba.
E aqui entra um ajuste fino de mindset que muda o jogo:
o problema não é fazer coisas difíceis
o problema é fazer coisas difíceis que não fazem sentido pra você.
Quando o esforço está alinhado com seus valores, ele cansa menos.
Não porque ficou fácil.
Mas porque ficou coerente.
Talvez você não precise reduzir o esforço na sua vida.
Talvez precise direcioná-lo melhor.
Na última parte, vamos fechar o ciclo:
como transformar esforço em satisfação, progresso em leveza e trabalho em algo que, surpreendentemente, também dá prazer.
9. Suplemento da Super Imunidade - Acetil-L-Carnitina
Acetil-L-Carnitina (ALCAR): energia mental para o esforço certo
Nas últimas semanas, incluí um suplemento simples na minha rotina: Acetil-L-Carnitina, conhecida como ALCAR.
Não comecei por estética.
Nem por moda.
Comecei por um motivo bem alinhado com o tema de hoje:
clareza mental e energia para sustentar o esforço certo.
A ALCAR é uma forma da L-carnitina que atravessa a barreira hematoencefálica, ou seja, atua diretamente no cérebro.
Ela participa do metabolismo energético das mitocôndrias e está associada a:
- melhora da clareza mental
- redução da fadiga cognitiva
- suporte à memória e foco
- sensação de energia mais “limpa”, sem agitação
Em termos simples:
não é estimulante.
É otimizador.
Tenho usado pela manhã, especialmente em dias de trabalho mais intelectual ou quando sei que vou precisar atravessar tarefas chatas, porém importantes.
O efeito não é imediato nem explosivo.
E isso é bom.
O que percebi foi mais constância mental, menos resistência interna e uma disposição maior para começar — que, convenhamos, costuma ser a parte mais difícil.
E aqui está o ponto de conexão com a ideia central da semana:
- suplementos não substituem esforço,
- mas podem sustentar o esforço que vale a pena.
Eles não fazem o trabalho por você.
Mas ajudam você a aparecer com mais presença e menos desgaste.
Como sempre, vale a regra básica:
- simplicidade
- observação pessoal
- constância antes de intensidade
Nada de empilhar cápsulas esperando milagre.
10. Ideia Central 5/5 - O prazer silencioso de fazer o que não era fácil
Existe um tipo de satisfação que não grita.
Ela não vem com fogos de artifício nem com aplausos externos.
Ela aparece em silêncio.
No fim do dia.
Quando você percebe que fez o que precisava ser feito, mesmo sem vontade.
Esse é o prazer do esforço bem direcionado.
Não é euforia.
É tranquilidade.
É a sensação de olhar para si mesmo e pensar:
“Eu posso confiar em mim.”
O Efeito IKEA não fala apenas sobre móveis, bolos ou projetos.
Ele fala sobre identidade.
Toda vez que você escolhe atravessar o desconforto certo:
- você fortalece sua autoestima
- constrói respeito próprio
- cria uma história interna de competência
E isso muda tudo.
O curioso é que, com o tempo, o que antes parecia pesado começa a ficar… suportável.
Depois, familiar.
Às vezes, até prazeroso.
Não porque ficou fácil.
Mas porque passou a fazer sentido.
É aqui que muita gente se confunde:
achar que o objetivo do progresso é eliminar o esforço.
Não é.
O objetivo é trocar o esforço vazio pelo esforço que constrói.
Trocar o cansaço sem propósito por um cansaço que vale a pena.
Trocar sobrevivência por intenção.
Talvez a pergunta mais honesta não seja:
“Como faço isso ficar mais fácil?”
Mas sim:
“Que tipo de dificuldade eu estou disposto a sustentar?”
Porque, no fim das contas,
as coisas mais valiosas da vida não foram feitas para serem fáceis.
E talvez…
sejam exatamente por isso que valem tanto a pena.
11. CTA - Eu melhor que ontem / Fechamento
Se tem uma ideia que quero que você leve dessa edição, é esta:
o problema não é que está difícil. O problema é fugir do que vale a pena.
Talvez você não precise mudar tudo.
Talvez precise apenas parar de evitar aquela pequena coisa importante que vem sendo adiada há semanas.
Etapa 1 – Ação imediata (reflexão pessoal)
Qual é a dificuldade certa que você está disposto a sustentar a partir de hoje?
Não a mais glamourosa.
A mais honesta.
Se quiser, responda mentalmente agora.
Ou melhor ainda: anota em algum lugar visível.
Etapa 2 – Conexão comigo e continuidade
Se essa newsletter fez sentido pra você, te convido a dar um próximo passo simples:
comente comigo no LinkedIn qual foi o insight que mais te pegou
ou compartilhe essa edição com alguém que está tentando evoluir, mas anda cansado
Faça mais daquilo que é importante pra você.
E vamos juntos.
Nos vemos na próxima.
Sem pressa.
Sem peso.
Com intenção.
Abraço,
Jeferson Peres.
Jeferson Peres
Pare de Sobreviver:
Viva Sua Melhor Vida! Você merece
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