Intolerância?! Política, religião, sustentabilidade, etc. 8 Estratégias para tornar-se um bom conversador sobre qualquer assunto (e principalmente, sem ofender ou desrespeitar ninguém)

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Já participou de uma conversa onde se sentiu “atacado”? Acredito que sim, mas será que a pessoa quis realmente “atacar” você? Posso afirmar que em alguns casos a resposta é NÃO. Uma pessoa que gosta de você, as vezes pode se expressar de uma forma um pouco mais “ríspida”, mas não era a intenção magoar ou ferir algum sentimento. E será que nós também não falamos de forma grosseira em alguns momentos? Pensemos…

Possuir alguma dificuldade em manter uma conversa, não saber “conduzir um diálogo”, ou ficar calado durante uma prosa por não ter ideia do que dizer a outra pessoa, também não é uma situação exclusivamente sua.

Por outro lado, podemos seguir e utilizar algumas regras simples e eliminarmos estes problemas. Vamos tentar?

Antes, gostaria de fazer algumas observações. Você já percebeu algumas postagens nas redes sociais e se “desapontou” com alguém por conta de um dos seguintes temas: política, religião, mudança climática (sustentabilidade), etc.?

Aposto que a resposta é “sim”. No mundo atual, observamos que qualquer conversa sobre os temas acima parece caminhar para uma “discussão mais ferrenha” ao invés de apenas trocarmos ideias, entender o ponto de vista do outro e talvez tentar mudar um pouco nossa perspectiva.

Não precisamos concordar com tudo, mas precisamos saber entender o outro para conduzirmos adequadamente uma conversa produtiva, agradável e saudável.

Às vezes, por assuntos triviais estamos literalmente “discutindo” e cada uma das partes defendendo o seu lado, sem ao menos entender ou se quer ouvir o que o outro fala. Sem contar que às vezes notamos ofensas desnecessárias.

Parece-me que a sociedade está muito dividida e apenas iremos aprofundar esta divisão se não soubermos dialogar com as pessoas. Podemos falar com pessoas que não gostamos ou discordamos, mas mesmo assim ter uma excelente e agradável conversa. Como assim?! Você enlouqueceu Jeferson?!

Não. Vamos tentar seguir as 8 dicas abaixo e aposto que sua conversa será muito mais aprazível e divertida.

1 – Esteja presente

Evite distrações e esteja verdadeiramente com outro. Tem sido um desafio enorme para mim em algumas ocasiões estar presente, pois o pensamento começa a ir para outro lugar e acabamos nos distraindo e não estando presente para o outro.

2 – Utilize o humor

Para que uma conversa seja prazerosa, precisamos sim adicionar uma “pitada” de humor. O mundo parece em alguns momentos apresentar apenas notícias e situações negativas, logo, precisamos utilizar um pouco de humor em nossas relações. O diálogo torna-se mais agradável e podemos prolongar nossa vida! Sim, pesquisas indicam que pessoas bem humoradas vivem muito mais!

Obviamente que o humor não é tudo, por outro lado é uma parte importante e uma boa estratégia para tornarmos o diálogo prazeroso.

Agora uma pergunta: como você pode ser engraçado ou divertido? O ideal é você falar sobre aquilo que “lhe pareça engraçado”, porém, o outro será a indicação real. Novamente: não faça piada sobre religião, política ou assuntos polêmicos e que possam imprimir um caráter racial. Isso pode surtir um efeito contrário e fazer você parecer um tolo.

Se você perceber que cometeu uma “gafe”, peça desculpa e mude de técnica. Seja honesto sempre, não seja vaidoso, é uma excelente oportunidade para exercitar a humildade e realmente pedir desculpa.

Com o tempo você percebe o que faz os outros rirem. O importante é que sua “graça” seja pertinente ao assunto que está sendo falado. Caso você pare um diálogo no meio, para falar algo fora do contexto, ainda que riam, vai parecer meio tolo, tome cuidado para não exagerar.

Uma tática que dá muito certo é falar de coisas realmente engraçadas que aconteceram com você. Trazendo um caráter individual, imprime uma conexão muito forte com o outro. Lembre-se, evite rir das outras pessoas, pois elas podem se sentir ofendidas.

Por outro lado, quando o assunto é sério, não utilize o humor em sua essência. Então, o humor deve ser abandonado? De forma alguma. Possuir bom humor não significa ser engraçado o tempo todo, mas ter uma perspectiva realista e também positiva da vida.

Se a pessoa estiver falando de algo realmente triste ou sério, procure transmitir uma visão mais otimista da situação (não ilusória). Isso tornará você alguém agradável e com quem podemos conversar. Aprimore a arte de ser mais otimista, você vai ser sempre uma pessoa mais interessante.

3- Se você não sabe, diga que não sabe

Quando somos questionados e não sabemos sobre determinado assunto, nos sentimos na obrigação de falar sobre o mesmo. Este é um tremendo erro.

Seja simples, honesto e direto, diga que não sabe. Não queira ser o “senhor sabe tudo”, isso pode pegar muito mal e criar um rótulo negativo simplesmente por você não ser honesto.

Saiba dizer”não sei” quando desconhece algo. Não seja tolo..

4 – Não compare suas experiências

Este assunto é bem complicado e desafiador para todos nós. Temos uma tendência a comparar as coisas e as experiências, e isso pode ser em alguns casos uma péssima ideia. Se você está ouvindo um amigo dizer sobre sua terrível experiência que teve em um trabalho, não queira comparar “imediatamente” com um eventual problema similar que você teve no passado, primeiro ouça atentamente.

Temos a tendência de acreditar que “as nossas experiências” são únicas, logo, a comparação é ruim e as pessoas podem se afastar de você.

Conversas não são oportunidades para se auto promover ou se fazer de vítima. A melhor estratégia é realmente ouvir, fazer questionamentos, e estar presente para o outro.

O autor do livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” Stephen R. Covey, relata no quinto hábito o seguinte:

“Suponha que você tenha um problema de visão e decida ir ao oculista para resolvê-lo. Depois de ouvir rapidamente seus problemas, o oculista tira os óculos e os entrega a você.
– Use estes – ele diz. – Tenho estes óculos há dez anos, e eles me ajudaram muito. Pode ficar com eles.
Você os experimenta, mas os óculos só pioram seu problema.
– Está horrível – você reclama. – Não consigo ver nada.
– Mas o que há de errado? – pergunta o médico. – Para mim estão ótimos. Tente de novo”.

Acho que não preciso dizer mais nada…

5. Saber Ouvir

Talvez esta seja uma habilidade muito requerida nos dias atuais, mas pouco encontrada. Realmente está escassa e precisamos nos “policiar” para sermos ouvintes melhores.

Existe uma reflexão budista que diz algo como: “Se a sua boca está aberta, você não está aprendendo.”

Veja esta citação:

“Nós temos 2 ouvidos e 1 língua para que possamos ouvir mais e falar menos” Diogenes.

Agora porque não ouvimos bem?

Talvez preferimos falar mais porque estamos no controle e temos a falsa sensação de estarmos causando uma “boa impressão”. Mas é um tremendo erro.

“A maioria das pessoas não escutam com a intenção de entender, elas escutam com a intenção de responder” – Stephen R. Covey.

Já escrevi um outro artigo sobre a arte da comunicação, para saber mais é só clicar aqui.

6. Seja interessante

Esteja realmente preparado para ser interessante. Todos nós temos nossas qualidades e somos fantásticos de alguma forma, principalmente se fizermos o seguinte: manter a boca fechada e a mente aberta! Neste caso já teremos percorrido mais da metade do caminho para sermos realmente “interessante”.

Fale com as pessoas, mas ouça também.

Vejamos o que o dicionário nos diz sobre o significado de “conversa”: substantivo feminino. Troca de palavras, de ideias entre duas ou mais pessoas sobre assunto vago ou específico.

Pode parecer óbvio, mas você apenas será interessante se tornar a conversa um verdadeiro diálogo. Quem nunca ficou com vontade de matar o outro porque a pessoa parecia querer toda a atenção, não cometa este erro, permita que a conversa se desenvolva de uma forma natural.

Para ser interessante não é possível conversar com uma criança do mesmo jeito que se fala com um adulto. Você deve adaptar sua forma de falar e o assunto à pessoa com quem está conversando. Do contrário, ao invés de passar a imagem de alguém verdadeiramente interessante você vai acabar se tornando um tolo.

7. Diálogo – Faça com que o outro fale sobre ele

Você está em um diálogo, não em um monólogo! Então uma pergunta: qual o assunto sobre o qual as pessoas adoram falar? Sobre elas mesmas! Acredite! As pessoas de forma geral preferem falar sobre a sua própria vida, conquistas e opiniões. Logo, não existe a necessidade de procurar impressionar o outro com a sua “orientação genial”. Apenas incentive o outro a falar mais sobre ele mesmo.

Procure perguntas abertas e frases que demonstre seu real interesse. Mas é claro que pode existir uma troca de ideias, afinal é um diálogo.

Uma coisa importante é que as palavras precisam seguir sua expressão corporal e vice-versa. Se você diz que a conquista do outro é muito interessante mas não demonstra isso através de suas expressões, a conversa não vai fluir.

8. Evite…

  • Não ouvir o que o outro está “tentando” falar…
  • Não dar espaço para seu interlocutor se pronunciar;
  • Demonstrar que você não muda de opinião quando uma nova perspectiva é apresentada (ao menos considerar, refletir sobre a nova perspectiva é uma atitude que gera empatia e fortalece o diálogo);
  • Fazer crítica a um determinado grupo, ou seja, ser preconceituoso;
  • Se vangloriar ou menosprezar assiduamente outras pessoas;
  • Falar mal de alguém;
  • Discorrer muito sobre si mesmo.

Resumo: para conversar é necessário, além do jogo de cintura, uma boa dose de paciência, humildade e abertura para ouvir opiniões contrárias as nossas. Conversar é realmente uma arte, onde você estará sempre se expressando e mostrando para o todo suas características, opiniões e principalmente a “capacidade de conviver com outras pessoas”.

Se gostou, curta e compartilhe com seus amigos, vamos tornar nossos diálogos mais interessantes e menos preconceituosos. Estimular a reflexão é uma boa atitude.

Um abraço,

Vida que segue!

Jeferson Peres.

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